27 de abril de 2011

Café lavado

Acho que tem sabão no meu café
Está doce!
A caneca é grande...
Ela me olha
Com aquele olho negro
Que eu às vezes eu penso engolir.
E ainda há tanto café!

Acho que caiu um pouco de sabão no meu olho
Está doce,
Insuportável!
Mal posso enxergar.
Gostaria que visse como é verde minha íris
Mas meu olho se fechou.

A caneca agora está aqui, vazia
Não fui eu, não.
Foi meu olho.
Eu nem gosto de café.